28 janeiro 2008

CONFUNDIR A ÁRVORE COM A FLORESTA…

É trágico mas é assim mesmo.
Temos, quase sempre, a tendência natural de opinar com raciocínios redutores.
Sobre tudo e todos.
Esta é uma ,das muitas características negativas , que complica e não ajuda o País a despegar -se do Fado Nacional.


Uma análise redutora clássica, à preocupante crise moral do Pais
na moralidade de se encontrar um bode expiatório
é responsabilizar a instituição Família ou a Geração-Rasca .


Com cautela, necessito de pontos de referência, que não façam parte da “ordem instituída “, para balizar uma opinião que possa corresponder à “verdade possível”.

A minha opinião é diferente. Culpo a Escola.

Curiosamente a Escola que nunca foi um local de Educação!

Por isso, hoje, recorro a Alvin Toffler e à TERCEIRA VAGA, escrito em 1980:

(…) Está a emergir na nossa vida uma nova civilização e por toda a parte há cegos que tentam suprimi-la.
Esta nova civilização traz consigo novos estilos de família; modos modificados de trabalhar, amar e viver; uma nova economia; novos conflitos políticos, e além de tudo isso também uma percepção modificada.
Existem hoje partes dessa nova civilização.
Milhões já estão aterrorizados com o futuro, entregam-se a uma desesperada e inútil fuga para o passado e tentam restaurar o mundo moribundo que lhes deu vida (...)

(…) A Primeira Vaga de mudança desencadeada há dez mil anos pela invenção da agricultura, ou pela avassaladora Segunda Vaga de mudança iniciada pela revolução industrial.
Nós somos os filhos da próxima transformação, a Terceira Vaga (…)

(…) Quando a Segunda Vaga começou a avançar através de sociedades da Primeira Vaga, as famílias sentiram a tensão da mudança. Em cada casa a colisão das frentes de vaga assumiu a forma de conflito, de ataques à autoridade patriarcal, de alteração do relacionamento entre filhos e pais, de novas noções de propriedade (…)


- CONTINUA –