30 março 2007

CAIR NA MÃO DOS PRIVADOS



A Câmara Municipal do Barreiro, numa conferência de imprensa realizada a semana passada

(eu não dizia que as conferências de imprensa com foto estão na moda)

iniciou uma agressiva campanha politica

(sem demonstração de resultados de rendibilidade)

contra a provável privatização do negócio da água.

As autarquias que estejam com prejuízo na exploração da água

(como é o caso da CMB)

deixam de a gerir.

E a CMB como má gestora da nossa água corre o risco de perder este negócio.

Para o comité central, a gerir a autarquia, a possibilidade de uma possível privatização do negócio

(mal gerido desde sempre)

da água do Barreiro ou seja de o mesmo “ cair na mão dos privados”

(o maldito capitalismo)

com o eufemismo de “bem público e factor de cidadania” torna-se uma catástrofe.

Argumentam (!) que

“ a CMB defende a água como património, pelo que tudo vai fazer para que este recurso continue a ser público e gerido por aqueles que foram democraticamente eleitos”.

Ser ou não ser “eleito democraticamente” (com ou sem braço no ar) não dá garantias a ninguém de capacidades intelectuais e profissionais.

Infelizmente no Barreiro os mitos políticos obsessivos bloqueiam a razão e proporcionam má gestão dos dinheiros públicos.

Compreendo a situação;

Quanto mais magras ficarem as autarquias

(menos empresas municipais e intermunicipais)

menos campo de manobra financeira têm os partidos.

E depois os políticos (de todos os partidos) onde se encaixam?